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Resultados do e-commerce no ano de 2014

Embora o cenário econômico brasileiro em 2014 não tenha sido muito promissor, o e-commerce apresentou um crescimento de 24% em relação a 2013, com um faturamento de 35,8 bilhões.  A previsão é que em 2015 as vendas no e-commerce atinjam 43 bilhões.

No ano de 2014 foram 103,4 milhões de pedidos via internet, com um crescimento de 17% em relação ao ano anterior.

A estimativa é que em 2015 este volume de pedido chegue a 122,9 milhões. O ticket médio das compras realizadas através da internet teve um crescimento de 6% acima do ano de 2013. Nos anos anteriores este valor estava em decréscimo, mas o ano de 2014 foi ano de Copa do Mundo o que elevou as vendas de televisores, um item de preço alto. A tendência é o ticket médio se manter em 2015.

A média de compra do consumidor da internet é de duas compras por ano. Foram 51,5 milhões de e-consumidores únicos que compraram em 2014, sendo que 61,6 milhões de pessoas já fizeram alguma compra online (10,1 milhões não compraram no ano de 2014) e destes 10,2 milhões são estreantes nas compras pelo e-commerce.

Um indicador interessante que foi apresentado no relatório do E-bit é o Net Promoter Score (NPS) que mensura a satisfação e a fidelização dos clientes. Percebeu-se um crescimento neste indicador, o que demonstra que os varejistas estão conseguindo ter melhores resultados com seus clientes, mas uma queda no final do ano, que se justifica em função dos altos volumes de venda que trazem problemas como sites fora do ar, tempo maior para entrega dos pedidos, atraso no atendimento da loja, entre outras questões relativas a esta alta de demanda e que devem ser projetadas pelos varejistas para evitar estas falhas.

Entre as categorias mais vendidas, Moda e Acessórios continua na liderança.

 

O frete grátis continua sendo um atrativo para os e-consumidores, entretanto no segundo semestre do ano verificou-se que houve uma queda significativa desta oferta e manteve-se em torno de 43% . Isto pode ser reflexo da conscientização dos próprios varejistas que o frete grátis, se não for bem mensurado e calculado, prejudica e muito a sua rentabilidade e até mesmo uma conscientização do próprio consumidor de que nada é de graça, o custo vai ser embutido no preço do produto.

A pesquisa deste ano também apresentou sobre as compras nos sites internacionais, que chamaram de “Cross Border”. Identificou-se que 4 em cada 10 e-consumidores já realizaram alguma compra em sites internacionais, sendo que 55% em site Chinês.

O Net Promoter Score (NPS) dos sites internacionais é bem mais baixo que os dos sites brasileiros. Enquanto no Brasil o NPS está acima de 60%, os sites internacionais estão com 23% e os sites chineses com 13% em dezembro/14. Isto demonstra que embora o consumidor esteja comprando muito destes sites, principalmente da loja virtual Aliexpress, pelo preço ser baixo, não estão satisfeitos.

Dos entrevistados que compraram em sites internacionais, 8 em cada 10 responderam que preferiam comprar em site nacional se tivesse o mesmo produto disponível com preço competitivo.

Competir com sites internacionais, principalmente Chinês, não é fácil, mas levando em consideração que eles têm NPS menor, maior tempo de entrega de produtos e maior percentagem de atraso na entrega, é possível buscar alternativas para conquistar o consumidor com as vantagens competitivas que os sites nacionais têm. A pesquisa do e-bit também fala do mercado do mobile commerce, mas para este será dedicado um artigo específico, visto a importância e evolução deste canal. Vale informar que em 2015 será novamente realizado o Dia do Consumidor Brasil. Este teve sua primeira experiência no ano passado por uma iniciativa do Buscapé Company com o objetivo de promover as vendas no comércio eletrônico ofertando aos consumidores grandes descontos de lojas. O Dia do Consumidor Brasil será realizado no dia 18 de março. Esta data foi escolhida pela proximidade com o dia 15 de março, data reconhecida pela ONU como Dia Mundial do Consumidor, criada para lembrar os direitos de quem compra e pelo período fraco de vendas do setor. Segundo o e-bit, a expectativa é de que o e-commerce alcance o faturamento de R$ 278,3 milhões, em apenas um dia. Esse valor será 60% maior que o resultado obtido na edição de 2014, que foi de R$ 174 milhões. Este relatório do e-bit é de extrema importância e mostra que todo o varejista deve começar a olhar com mais atenção para o mercado online, estar presente na internet e participar das ações deste meio se quiser garantir seu espaço no mercado. A tendência mundial é que as vendas nas lojas físicas diminua e aumente as vendas no e-commerce. Contudo, isto não quer dizer que o varejo tradicional irá morrer, mas sim, que ele precisa se reinventar, repensar suas estratégicas de marketing, para atender o novo consumidor omnichannel, que quer todos os canais de venda. Prepare-se!

Fonte: 31º Webshoppers – 2015

Aline Autran de Morais

Mestre em Administração com linhas de pesquisa em Omnichannel; Inovação em Marketing para o varejo; Marketing Digital; Gestão de Fornecedores. Especialização em Marketing, MBA em Gestão de Varejo e Gestão Empresarial. Mais de 20 anos de experiência em varejo de moda, tendo atuado como Gerente de Produto e Gerente de Gestão de Fornecedores na Lojas Renner, Gerente de Supply e Operações na Uatt?. Sócia-proprietária da Ideiamais. Professora UniRitter e ESPM Sul.